Velhinhas de Copacana, segundo round
Equação básica para o verão da Sta. Ephigênia: calça cropped ou shorts de seda quero-ser-pijama + top estruturado de tricô com linha de nylon + oxford flat de pele de porco. Quando cansar, varie com conjunto de linho verde-militar salpicado de ilhoses com banho de ouro – o melhor look do desfile. Tudo amplo na medida certa, sem ser sabotador das formas femininas. Prova definitiva e irrefutável de que a mulher da grife está mais cool e intelectualizada que nunca – “mostras as curvas para quê, se se pode apenas sugerir?”, ela conclui, depois de muitas e muitas coleções apostando num estilo, digamos, mais exuberante. Talvez ela tenha recebido alta da terapia, talvez esteja revendo seus conceitos fashion depois que o marido perdeu milhões com a crise.
O desfile foi uma espécie de auto-homenagem de Luciano Canale, que assina o estilo da marca. “Me inspirei na minha primeira coleção profissional, assinada com meu parceiro Marco Maia, “As Velhinhas de Copabacana”, desfilada em 1995 na Semana Barra Shopping de Estilo”, contou. Daí o tricô com cara de vovó (o trançado com fios de nylon, daqueles usados em pesca deixa um aspecto molhado que faz bonito), o turbante luxuoso-decadente, as calças pijama style e os óculos (lindos!) arredondados, com armação de bronze.



















