Preciosidade máxima
Pode o preciosismo do trabalho manual sobreviver na era do fast fashion? O maximalismo coexistir com a necessidade de algo simples e descomplicado? O desfile de Melk Z-Da prova que sim. O pernambucano tem uma visão muito particular da moda: constrói todas as suas peças por moulage, debruça-se por horas a fio sobre cada tecido bolando estruturas, pregando rolotês, forrando pedacinhos de plástico e bordando-os um a um. Nesta estação, partiu do colete à prova de balas. Evoluiu o tema para vestidos-desejo sob medida para quem recusa imitações: usar um dos modelos preciosos de organza, cetim e crepe metálico do estilista é garantia de não passar despercebida em festa nenhuma, seja no casamento do melhor amigo ou num baile do Met (lembra que as it-girls aderiram em peso aos minivestidos usados com sapatos de máximo efeito visual?). Prefere um modelo cinza com babados estruturados no ombro (a idéia é que lembrem cartucheiras) e vivos cítricos? Ou vai de multicolorido de efeito matelassado (só efeito, o resultado é “culpa” do tingimento)? Quem sabe, ainda, de vestido de pegada esportivo, com top vinilizado por baixo? Up tp you. Pena que a luz da sala estava escura demais para que a gente pudesse apreciar os detalhes das roupas comme il faut…
Enviado por: Mnica Salgado



















