Fashion fringe
Quando soaram os primeiros acordes de Miles Davis da trilha (e Costanza Pascolato, sentado ao meu lado, confessou que era craque no sax), o clima do verão 2010 da Tessuti já estava anunciado. Jazz bands, dançarinas de charleston e toda a estética dos anos loucos estavam no repertório da diretora de criação Fafá Cosenza, que assina a última coleção para a grife. Foi a primeira grife a acreditar na força das franjas – febre nas passarelas europeias que até agora tinha dado o ar da graça esvoaçante de forma tímida na Giulia Borges e na Luiza Bonadiman.
E foi um show de franjas: mais minimais, de viscose, nos LBD´s charmosos do início, ou exibidas, de canutilho, nos modelos demi-couture do último bloco. Mais anos 20: vestidos de jérsei de seda com cintura desabada, shapes tubulares à la Poiret (inspiração da coleção), plumas forrando saia (no vestido arrasa-quarteirão da modelo Sally, com o top de canutilhos) e adornando ombros e paleta de cores calma.
Mas nem só de anos 20 vive uma coleção de moda. A Tessuti saltou 60 anos na linha do tempo fashion e foi beber na fonte dos 80, com bons minivestidos body conscious de organza degradê e drapeada e modelitos mais jovens feitos de sobreposições de tecido gelo e pink – ideia-delícia (by Giovanni Frasson, bien sûr) que promete ter boa saída entre as filhas das clientes da grife.



















