Quando St-Tropez encontra Dubai
A intenção era oferecer looks para umas férias na Riviera Francesa. Mas a sensação que dá é que Victor Dzenk quer mesmo é conquistar Dubai. Nenhum problema para suas clientes fieis, mulherões mineiras (e dos quatro cantos do país) que preferem a morte a passar despercebida numa festa, por exemplo. Vai daí que, na contramão da tendência de limpar os excessos com a qual os estilistas parecem estar seriamente comprometidos por aqui, Victor prefere manter-se fiel a sua essência forte e nada econômica, para mulheres idem.
Os longos que são trademark do estilista vieram em jérsei geladinho de seda e estampas “cheguei”. Decotes eram muitos: frente-única, tipo cache-coeur, em V… para todos os gostos, estilos e tamanhos de seio. Mas o troféu peça número um do show vai para o longo de seda em degradê colorido que fechou a apresentação: “é uma peça especialíssima, toda pintada à mão com uma espécie de esponjinha”, revelou Vicotr, no backstage.
E não é que o estilista se saiu melhor quando abandonou sua zona de conforto (aka vestidos de festa) e enveredou-se por uma alfaitaraia interessante de shantung com stretch? Eu e Giovanni Frasson, sentado ao meu lado, damos nota 10 à calça e ao shorts de cintura alta e cós estilo marinheiro, com abotoamento duplo. “Nunca tinha feito alfaiataria, mas resolvi ampliar o mix de produtos da marca”, disse à Vogue. Pois bem: surpreender a platéia – e a clientela – faz parte do jogo fashion. Um a zero para você, Victor!



















