07/06/2009 - 23:11

Pintou limpeza

Foto de: Agência Fotosite

Graça Ottoni certamente recebeu o memorando com os mandamentos básicos da estação: fluidez (depois da overdose de estrutura), cores acesas (após um inverno 100% black), ombros em destaque (Dolce & Gabbana deu o start lá fora e detonou o hype), bijoux que não passam despercebidas (Paula Merlo quer os gigabrincos com design de Fabrizio Giannone). Mas se as referências são globais, a leitura é bem a cara da grife mineira, cujo mailing vip conta com mulheres crescidas e tradicionais.

“Senti um forte desejo de limpar a roupa de excessos”, informou a estilista em seu press release. Algo que se notou já no primeiro look: quando uma marca que prima pelo luxo low profile abre um desfile com um macacão-pijama branco de malha de seda, tem uma mensagem aí. Mais mensagens se seguiram: bloco de seda com prints de flores e pássaros de perfume oriental, uma boa série de vestidos cítricos mídi cortados no viés com apenas uma costura e múltiplas opções de decote (precisa de cinta, a não ser que você seja uma privilegiada de barriga flat), outra de peças de fitas de organza bordadas inspiradas pelos tapetinhos mineiros (cuidado: só use de tiver 1,80m e 50 kg).

Tudo colorido, sexy na medida do bom gosto, limpo. “Quase não fiz styling, apenas editei os looks”, confessou o editor de moda da Vogue Giovanni Frasson, que assinou (por mais que negue) o styling do show. Talvez você esteja certo, Giovanni: roupa boa, bem feita, não precisa de muitos extras. Se basta.


Enviado por: Mnica Salgado