Moça com brinco (colar e pulseiras) de pérola
O poder do desfile de uma marca como a Iódice reside no seguinte fato: ainda que você não tenha a carteirinha do fã-clube da grife, encontra ali boas peças para compor seu guarda-roupa da estação. Bem acabadas, com tecido de primeira e em dia com os desejos de moda de hoje elas são. E isso é indiscutível.
Depois de um inverno 100% power dressing (lembra da alfaiataria de ombros marcados e maxibijoux déco), Valdemar refrescou, desestruturou e suavizou a proposta. Sai alfaiataria, entra jérsei e cetim de seda. Saem construções arquitetônicas, entram drapês e plissados. Sai preto e branco, entram crus, marinho e coral aceso. Por fim, colares e pulseiras geométricas cedem espaço a pérolas delicadas adornadas com flores de latão by Francesca Romana.
“Vi uma exposição de pérolas na Selfridges, em Londres, e soube na hora que este seria o tema do desfile”, contou Valdemar no backstage. O tema justifica os acessórios e apenas perfuma as roupas – delicadas, orgânicas e em tons neutros. Os melhores momentos foram os looks monocromáticos (chique!) do início, que mesclavam peças de patchwork de chamois e algodão desgastado, bem fininho. Tudo fresco, clean, curto e esvoaçante. Depois vieram os drapeados à la Vionnet (Vogue adora, as clientes Iódice, também) e, por fim, uma série de bordados de pérolas, conchas e canutilhos.
Ficou claro: o fundo era neutro para os acessórios brilharem. O jeito de usá-los a leitora Vogue já conhece: maxicolar exibido emoldurando o rosto e duas pulseiras gêmeas, uma em cada pulso. Mas vale se inspirar no styling de Giovanni Frasson e usar colar longo ao contrário, caindo costas abaixo, como a ex-editora de moda da Vogue americana Babe Paley nos anos 40.



















