20/06/2009 - 21:00

Moda conceitual e conceito de moda

Foto de: Agência Fotosite

A proposta de OESTUDIO sempre foi bacana: convergir mídias, apostar em novas maneiras de mostrar a coleção (sempre com a ajuda providencial da tecnologia) e, aproveitando o ensejo, mostrar roupas também. O que a gente nota, e aplaude, é o compromisso do coletivo de criação em colocar a roupa à frente do pacote todo. Sim, dá para mostrar boa moda sem desrespeitar o conceito. “Começamos a fazer sentido para nós emsmos”, eles escrevem no press release, que explica os fundamentos da coleção Eu Hemo. O mote é o sangue, a circulação e um incentivo coletivo à doação de sangue.

Quase que 100% feita de algodão, a coleção trouxe looks monocromáticos de cores fortes (28 tonalidades, para ser precisa). Saruel + top para elas, bermuda + jaqueta para eles, que tal? O que linkava tudo eram os rolotês que desenhavam bolsos, construíam peitilhos e texturizavam as peças eles representavam veias, artérias e o material usado na doação de sangue. Até o que não parceria algodão, era – amamos a jaqueta tipo biker masculina de tule de algodão e as peças de algodão empapelados com aspecto de linho.

As exceções ao algodão foram poucas, mas boas, como o macacão de seda com cintura deslocada e calça plissada. E os simpáticos tênis podem ser ótima companhia a seus vestidos e saruéis de verão. O telão que servia de cenário e mostrava, em tempo real, o ir & vir dos modelos, era boa ideia, mas (que bom!), ficou em segundo plano.


Enviado por: Mnica Salgado