Disney marginal na passarela do Ronaldo
Com sua conhecida consistência discursiva, Ronaldo realiza um dos mais interessantes desfiles também sob o ponto de vista estético. Para falar de uma América Latina que pouco conhece, mas se identifica por questões culturais e políticas, ele satiriza a exclusão do Primeiro Mundo, propondo uma Disney trash e pop, com fortes referências ao japonismo encampado por Rei Kawakubo e Junya Watanabe no início da década de 90.
A silhueta é ampla, os materiais, em sua maioria sintéticos, que trabalhados com cortes à laser traduzem padronagens étnicas e fortes referências ao artesanato mexicano, coroado por colares de metal em formato de caveirinhas. Com uma cartela pop, fluorescente e divertidas estampas de anúncios de prostitutas em jornais americanos, Ronaldo dá um recado de cor, deboche e atitude.



















